Efémero - Epílogo

 

Danças na ponta dos meus dedos

Sem norte, mapa ou  direção

Danças fugindo dos medos

Que dentro de ti se concretizam

 

Fugindo dos teus cordéis divinos

Tentas corta-los com uma tesoura de papel

Soubesses tu que esses cordéis finos

São o que mantém o teu ser móvel

 

A realidade toma forma e cor

Nesta maratona de fuga à dor

Lembrando aqueles segundos curtos e risonhos

Onde vivemos a concretização dos nossos sonhos

 

Abençoada mestria de tocar o universo

E de colocar a experiência num verso

Pois procurar a conexão com o ser

É aquilo que mais te faz viver

N. H.

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