Fúria


(1)

Faz-te poeta, minha ira,

Concebida pelo veneno mortal deste mundo,

Liberta-te e expressa-te,

A prisão que é o ser perante o mundo,

Não podes ser completo,

Insatisfação é o teu lema e a tua sina,

Pois abandonarás a humanidade buscando a tua parte,

E com ela em mãos esmorecerás sem rumo,

Pois alcançaste o teu porto,

Perdendo o barco pelo caminho

 

Oh triste Sephiroth que contemplas o Universo,

Amargas são as frutas da tua existência

E podres as tuas raízes,

Perece então com a tua criação,

Tão perfeita, fria e dura.

 

N. H.

 

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