Bêbado

 

(2)

Oh bêbado, tu que cambaleias,

Embriagado na tua tristeza e lamúria,

Alvo de castigo divino,

Qual é então o teu pesar,

Senão o licor de todos os outros

Oh pobre não sabes tu,

Também os outros,

Esses que invejas,

Vivem cada um na sua miséria,

Pois todos os santos carregam um fardo

E todos os demónios carregam um santo,

Arrogância é o teu pecado,

De achares que és só um.

 

N. H.

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